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Editora UFMG

 

Mário de Andrade e os mineiros: a carta como exercício crítico

Synopsis

Este livro investiga o papel exercido por Mário de Andrade como crítico literário em sua epistolografia para escritores(as) mineiros(as), de diferentes grupos e gerações, tais como Carlos Drummond de Andrade e Martins de Almeida; Henriqueta Lisboa e Oneyda Alvarenga; Fernando Sabino e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros. Percebe-se que os escritores, ainda que acatassem as sugestões mariodeandradianas e, em grande medida, as colocassem em prática na confecção do texto literário, mantinham, ao mesmo tempo, uma postura crítica e autônoma em relação aos apontamentos que recebiam. Desenvolve-se o conceito de carta-crítica, fundamental para as leituras aqui empreendidas, a fim de delinear como Mário, por meio de sua “sinceridade”, procurava orientar seus correspondentes. Procura-se demonstrar que o meio epistolar funcionou como uma espécie de laboratório tanto para o escritor paulista quanto para os jovens que dele se aproximavam, pois nas cartas se encontram a gênese de obras e, sobretudo, discussões profícuas sobre o fazer literário, a arte, o papel do intelectual e o do próprio crítico. Ao final, fica demonstrado o valor literário e histórico-cultural imbuído nessa vasta correspondência, que, seguramente, agrega novos sentidos à memória literária brasileira.

Table of Contents

Front Matter / Elementos Pré-textuais / Páginas Iniciales
Prefácio – Jogos de cartas: Mário de Andrade, os mineiros e a invenção da modernidade
Apresentação – Por que cartas e por que Mário de Andrade e os mineiros?
Capítulo 1 – “Me desculpe esta sinceridade e entremos pelas outras”: A carta-crítica
Capítulo 2 – Uma crítica repleta de charitas: As teias da amicitia nas cartas aos mineiros
Capítulo 3 – Correspondentes femininas & moços vintanistas: Faces da amizade epistolar
Capítulo 4 – Para além da carta: Ressonâncias do aconselhamento epistolar na obra literária
À guisa de conclusão
Notas
Anexos – Mineiros “inéditos” na correspondência passiva de Mário de Andrade