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1.

Histórias das ciências, epistemologia, gênero e arte: ensaios para a formação de professores

(eISBN:9788568576847)
Organizador(es): Maura, Breno Arsioli; Forato, Thais Cyrino de Mello
Editora: Editora UFABC
Idioma(s): Português
Ano: 2017
Sinopse: "A melhoria da formação de professores no Brasil tem sido um objetivo constante de boa parcela das propostas que emergem das pesquisas em ensino de ciências. Esses pesquisadores concordam que é preciso romper com a visão tradicional do professor de ciências como mero transmissor do conhecimento, aquele que simplesmente repassa os conteúdos básicos de sua área ao aluno, em um processo puramente mecânico. O professor pode e deve ser muito mais que isso. Nessa direção, educadores têm apontado a relevância de introduzir em contextos de formação de professores de ciências, discussões não apenas ligadas ao arcabouço conceitual da ciência, mas também sobre sua construção, seus aspectos internos e externos, suas influências, sua natureza. Ao inserir esses temas, o professor se mune de maior criticidade e poder de transformação, tornando-se não um transmissor de conhecimento, mas um mediador. É ele que trará ao aluno as ferramentas para compreender a ciência como um empreendimento humano, e por isso, produto de sua cultura. A proposta do livro “História das Ciências, Epistemologia, Gênero e Arte: ensaios para a formação de professores” é oferecer subsídios para fomentar a introdução de perspectivas como essas. Dessa maneira, com esse livro, o professor de ciências terá, em um só material, uma fonte diversificada de informações e discussões, que pode construir novos caminhos para o um ensino de ciências mais dinâmico, atual e transformador."
2.

Notas de um naturalista do sul do Brasil: Fritz Müller: história da ciência e contribuições para a biologia

(eISBN:9788568576809)
Autor(es): Souza, Flavia Pacheco Alves de
Editora: Editora UFABC
Idioma(s): Português
Ano: 2017
Sinopse: "Este livro realiza uma construção biográfica de Fritz Müller (1822-1897), naturalista alemão residente no Brasil durante o século XIX. Fritz Müller publicou ao longo de sua vida 264 trabalhos (estes eram originalmente enviados como cartas a diversos correspondentes e posteriormente publicados como artigos científicos), a maioria sobre assuntos relacionados à evolução, fauna, flora e ecologia. Müller adotou o Brasil como pátria e a colônia de Blumenau como seu lar. Após a sua vinda ao Brasil, nunca mais voltou à Europa e confidenciava aos amigos por cartas que não trocava sua vida no campo pela vida “civilizada” que poderia ter na Alemanha. Nem mesmo o Rio de Janeiro, capital do Império e reduto da ciência brasileira no período, foi visitado por ele. Quando em 1891, ainda funcionário do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o regulamento passou a exigir que os naturalistas viajantes mudassem sua residência para a cidade, Müller não hesitou em pedir a sua exoneração do cargo. Seus trabalhos, realizados na província de Santa Catarina, Brasil, figuravam nas revistas científicas (alemãs e inglesas) da época e em comunicações realizadas por terceiros nas sociedades científicas da Inglaterra. Além de se corresponder com Charles Darwin (1809-1882), correspondia-se com outros pesquisadores conhecidos da ciência mundial: Ernst Haeckel (1834-1919), Alexander Agassiz (1835-1910), Max Schultze (1825-1874), Raphael Meldola (1849-1915), Hermann Hagen (1817-1893) etc. Darwin pedia a Müller que escrevesse sobre suas impressões e vida em Santa Catarina, algo como um livro de narrativas sobre a fauna e a flora do local. Chegou até mesmo a sugerir títulos, como: Jornal de um naturalista do Brasil ou Notas de um naturalista do Brasil. Apesar da insistência do amigo, Müller nunca realizou tal pedido. O título deste livro é uma homenagem à amizade entre estes dois naturalistas. Apesar destas Notas não terem sido escritas por Müller como Darwin o desejou, o objetivo é apresentar parte dos trabalhos de Müller realizados no Brasil, que tiveram como cenário e personagens os elementos da fauna e da flora catarinenses. Assim, buscando situar a importância desse conhecimento para a história da biologia na contemporaneidade. Por fim, este livro não tem a finalidade de esgotar o assunto. Antes, busca revisitar a obra de Müller como uma contribuição à história e à memória da ciência no Brasil."
3.

Louis Couty e o império do Brasil : o problema da mão de obra e a constituição do povo no final do século XIX (1871-1891)

(eISBN:9788568576854)
Autor(es): Stahl, Moisés
Editora: Editora UFABC
Idioma(s): Português
Ano: 2016
Sinopse: "As últimas três décadas do século XIX marcaram momentos decisivos na história do Brasil. A diversificação dos interesses das elites, fenômeno que esteve ligado à transição do trabalho escravo para o trabalho livre, resulta numa dinâmica complexa de críticas ao regime monárquico. Nesse contexto, vários grupos sociais alijados pela política imperial adquiriram condições para expressar publicamente seus dissensos e projetos. Na composição desta conjuntura encontramos vários nomes, entre eles o de Louis Couty, que até o momento figurava à sombra de eminentes figuras do Império. Este livro examina de modo profícuo e original a atuação e o pensamento do cientista francês Louis Couty entre as décadas de 1870 e 1890, cuja contribuição ocorreu num momento de transformação/modernização das instituições científicas e criação de novos lugares de ciência visando à constituição de uma ciência moderna no Brasil. Couty agiu em vários contextos do final dos Oitocentos no país. Ele foi responsável pela introdução do campo de estudo da fisiologia experimental em terras brasileiras, escreveu livros sobre a escravidão, artigos sobre o café, relatórios sobre a erva mate, sempre com o olhar de um homem da ciência, que via problemas e procurava soluções, de acordo com o pensamento da época. Louis Couty e o Império do Brasil (1871 – 1891) é um livro que nos auxilia mais especificamente na compreensão do imbricado problema da mão de obra porque revela as conexões que este problema estabelecia com os anseios das elites imperiais quanto à constituição de um povo idealizado, e as conexões com a ciência, que traria as soluções para os problemas. Por tudo isso, Moisés Stahl entende Couty como um mediador das ideias novas que chegaram ao país a partir da década de 1870, ideias que Couty operou em solo brasileiro a partir da definição que realizou de uma de suas disciplinas, a Biologia Industrial, onde mesclou os conceitos evolucionistas da época à realidade produtiva e social do Brasil, lançando teses sobre o país e seu povo. Desse modo, a associação enigmática entre raça e nação, vivida de forma tão angustiada pelas elites brasileiras do final do século XIX ganha, através desse estudo, uma inteligibilidade nova."
4.

A democracia reduz a desigualdade econômica? Um estudo sobre as possibilidades de construção de uma sociedade mais igual por meio da democracia

(eISBN:9788568576793)
Autor(es): Fernandes, Ivan Filipe de Almeida Lopes
Editora: Editora UFABC
Idioma(s): Português
Ano: 2017
Sinopse: Este livro trata de assunto tão importante quanto controverso: os efeitos de sistemas políticos democráticos sobre a distribuição mais equânime da renda nas sociedades contemporâneas. Há muito essa discussão vem preocupando pensadores e analistas. O livro dialoga com a rica literatura produzida pelos economistas sobre o tema desigualdade e busca fazê-la conversar com o que cientistas políticos andam dizendo sobre o assunto. Submetendo, com competência, grande massa de informação à sofisticada análise estatística, Ivan Fernandes nos apresenta conclusões interessantes e originais. Segundo ele, os efeitos da democracia sobre a situação de desigualdade não são os mesmos em toda parte, mas dependem do contexto socioeconômico no qual a desigualdade de renda é produzida. A heterogeneidade dos efeitos dos sistemas democráticos sobre a distribuição de renda é a principal conclusão empírica do estudo. Mas, ele vai mais adiante sugerindo uma explicação de corte político. É preciso que existam partidos que tenham interesse em brandir a bandeira eleitoral de mais igualdade e um grande número de eleitores, cuja situação objetiva, os faça demandar políticas redistributivas. “Somente nas sociedades mais desiguais”, argumenta o autor, “tanto os partidos políticos têm interesse em ofertar políticas redistributivas, quanto tende a surgir demanda por redistribuição por parte de uma maioria de eleitores.” Aquela conclusão, engenhosa, ainda demanda outros estudos, mas os resultados apresentados são promissores e garantem ao autor um lugar na mesa de discussão sobre o assunto, que se arrasta há mais de um século, acompanhando a trajetória do capitalismo e dos sistemas políticos democráticos. E que, sem dúvida, perdurará enquanto os dois existirem em tensa relação.
5.

Companheiros servidores: o sindicalismo do setor público na CUT

(eISBN:9788568576830)
Autor(es): Silva, Sidney Jard da
Editora: Editora UFABC
Idioma(s): Português
Ano: 2015
Sinopse: Nos anos 1990s, quando as reformas estruturais entraram na agenda política nacional, a oposição da CUT à mudança do regime previdenciário brasileiro foi explicada como resultado do poder dos sindicatos do setor público sobre as decisões da central que os abrigava. Assim, o “corporativismo” dos sindicatos de servidores públicos seria o principal responsável pela paralisação da reforma da previdência pública. Contrário a tal interpretação - e apoiado em cuidadosa pesquisa - Sidney Jard mostra uma realidade bem mais complexa. Ao manejar um conjunto expressivo de dados, identifica a importância das lideranças sindicais da área pública na CUT. Demonstra, também, que os companheiros servidores estavam bem mais divididos do que se supunha - e alguns se revelavam mais dispostos a discutir com o governo os termos da reforma do que a ela se opor frontalmente.
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