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OMINÍBÚ: maternidade negra em um defeito de cor

Synopsis

É a partir do romance Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que Fabiana Carneiro da Silva revisita os significados da maternidade negra no Brasil. “Das profundezas das águas”, como sugere o título Ominíbú, termo do iorubá, são revolvidas as histórias acerca das travessias feitas por uma mulher corajosa que enfrenta os embates de uma ordem que intenta explorar até a exaustão os corpos marcados pela ideologia escravagista. No romance, o tema da maternidade emerge em um cenário construído por uma mãe que, ao final de sua vida, narra as tentativas de localizar o filho, vendido como escravo pelo próprio pai. Tecendo uma análise estética apurada, Fabiana da Silva evidencia as correspondências entre a conformação do relato-carta da protagonista e o contemporâneo. Desde a teoria literária, esse livro busca um diálogo sensível à experiência das comunidades negras, sobretudo das mulheres a elas pertencentes, a fim de promover uma reflexão comprometida com a construção de um espaço plural questionador do fundamento racista da construção nacional brasileira.

Table of Contents

Front Matter / Elementos Pré-textuais / Páginas Iniciales
Prefácio
Introdução
Capítulo 1 – Quando o que se discute é a realidade: Um defeito de cor como suplemento da história
Capítulo 2 – Por uma fala: a mãe negra como corpo do relato
Capítulo 3 – Maternidade negra: a representação literária como disrupção do nacionalismo
Considerações finais – Mães negras em luto: condições da literatura e da crítica literária diante da violência racista
Referências