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Editora FIOCRUZ

 

Identidades emergentes, genética e saúde: perspectivas antropológicas

Synopsis

As novas tecnologias biomédicas têm impactos não só na saúde, mas também sociais, políticos, éticos e econômicos, o que coloca desafios para historiadores, filósofos, antropólogos e sociólogos. Reflexões e análises sobre o assunto são apresentadas nesta coletânea, cujos artigos abordam os mais variados fenômenos: os testes de ancestralidade genética, a polêmica sobre uso de embriões para produção de células-tronco, a gênese da loucura e da violência, diagnósticos moleculares, doação de sêmen e longevidade humana, assim como o papel da biomedicina na luta sindicalista e no reconhecimento de direitos de povos indígenas. “Através de diferentes enfoques, os textos abordam as múltiplas formas pelas quais a ciência (em especial a tecnociência contemporânea) contribui para moldar o mundo social em domínios como identificação pessoal, identidades nacionais e ações coletivas, inclusive na área da saúde”, resumem os organizadores. “Os textos aqui reunidos estão, em sua totalidade, voltados para as vinculações entre produção de conhecimento científico sobre a biologia humana e seus desdobramentos socioculturais e políticos.”

Table of Contents

Front Matter / Elementos Pré-textuais / Páginas Iniciales
Apresentação
Degeneração e eugenia na história da psiquiatria moderna
"Agressividade" e "violência": a dificil tarefa de conceituar no diálogo entre geneticistas e cientistas sociais
Saúde, longevidade e genética: um olhar biopolítico
Doação de sêmen e classificação étnico-racial no Brasil
Identidade genética no debate sobre o estatuto de fetos e embriões
A"molecularização" do câncer de próstata: reflexões sobre o chip de DNA
Usos políticos da leucopenia e diferença racial no Brasil contemporâneo
A importância de ser uro: movimentos indígenas, políticas de identidade e pesquisa genética nos Andes peruanos
Biorrevelações: testes de ancestralidade genética em perspectiva antropológica comparada
Sobre os autores